Marketing agressivo

O marketing agressivo é a estratégia que traz mais resultados, segundo especialistas credenciados.

Não existe estratégia ruim, o que existe são estratégias que não dão resultados. É com essa mentalidade que empresas de marketing lidam com as suas demandas dentro das plataformas de anúncios. Experiência de usuário? Especificações técnicas? Imagens verdadeiras? Falta de estoque? Nada mais do que os resultados são levados em consideração.

Existem mentorias, professores, “profissionais experientes no assunto”, consultorias, cursos, conteúdos em vídeo, empresas inteiras criadas para “ensinar” as melhores e mais atuais técnicas de marketing digital dentro das plataformas de vendas. São cases e cases de sucesso, é incrível como hoje em dia é tão fácil vender uma ideia “secreta e revolucionária” dentro dessa área, e olha que não é barato, algumas “aulas” chegam a custar mais que o próprio investimento das campanhas.

Basicamente aprendemos como nos beneficiarmos da falta de controle das plataformas para potencializar nossos anúncios. Vamos exibir de graça o conteúdo compilado desse material aqui, com nossos apontamentos e considerações. “Aproveite!”

Criar diversos anúncios iguais do mesmo produto 
Essa estratégia tem como base o conceito de “dominar para conquistar”. Quanto mais espaço você dominar na página, mais chances de converter um produto. Claro, precisa mudar uma coisa aqui e ali para não parecer tão óbvio. Levando em consideração uma terra sem leis, é uma boa estratégia. Imagine 100 páginas com o mesmo produto, alterando apenas algumas palavras na descrição e na foto principal. A chance de você consumir a maior parte das buscas é grande (a não ser que o seu concorrente tenha mais tempo para dominar mais páginas). A crítica aqui é em relação ao gerenciamento desses produtos, uma vez que cada variação “quase idêntica” será vista como um produto diferente. O estoque terá que ter números artificiais. Códigos de barras? Se tiver como deixar em branco, melhor! Desde que nada precise ser organizado e o gerenciamento seja do tipo freestyle, o que vier é lucro e qualquer problema damos um jeito, existe sim uma chance de sucesso.

Adicionar palavras-chaves em qualquer espaço
Para que perder espaços valiosos escrevendo textos agradáveis com as características de um produto, fazendo a conexão com os conceitos da empresa, se você pode simplesmente colocar só as melhores palavras-chaves nesses campos e “otimizar” a sua performance nas buscas? Esse é um método que realmente funciona, um dos pontos do algorítimo é avaliar o conteúdo do anúncio e comparar com o que foi procurado pelo usuário. O problema é quando as frases não fazem sentido, será que os usuários confiam em textos com mais palavras-chaves do que pronomes? Sacrificando os campos de informações técnicas do produto se perde o filtro de características de toda a loja. Imagine ficar de fora do filtro da plataforma de tensão elétrica porque no campo de “110V” você colocou “aspirador de pó branco preto carros pequenos médios grandes”. Para essa estratégia é preciso avaliar a possibilidade de escalabilidade dos filtros da plataforma.

Adicionar palavras-chaves erradas
Como ninguém pensou nisso antes? Qual a chance do usuário saber escrever a palavra “cooler”? Se nem o corretor ortográfico consegue identificar um erro, então o usuário não tem a mínima chance. É bem provável que haverá sim buscas com palavras erradas. Culer, cuuler, colher (corretor ortográfico automático), kuler, kuuler, dependendo da palavra são tantas combinações que você vai precisar fazer um ranqueamento de quais são as “melhores palavras erradas”. O desafio será combinar essa estratégia com a anterior de adicionar palavras-chaves em todos os espaços. Talvez algumas palavras erradas tenham mais importância do que as corretas. Com um bom gerenciamento dos espaços de textos e um bom estudo de palavras erradas, essa é sim uma boa estratégia para empresas. O ponto fraco é exibir esses anúncios para usuários com critérios mais elevados, nesse caso pode até comprometer a imagem da marca.

Colocar textos e artes nas fotos dos produtos
De alguma forma avaliaram que adicionar “elementos coloridos” em imagens de produtos, mesmo as que foram editadas com fundo branco, trazem mais resultados do que apresentar a foto limpa. Essa estratégia é “meio” controversa. Ao menos que a foto não tenha ficado muito boa, ou o produto não seja lá essas coisas, não faz muito sentido poluir visualmente uma foto. O motivo principal do fundo branco é dar destaque apenas ao produto, apresentado todas as suas qualidades sem nenhum tipo de interferência, além de ser pré-requisito de qualificação na maioria das plataformas. Se essa estratégia realmente trouxe resultados positivos para uma empresa é algo revolucionário e precisa ser acompanhado de perto. Pontos a se levantar: Qualidade do produto, qualidade das fotos, qualidade da edição da imagem, qualidade da empresa, tipo de público que consome esses produtos e claro, como a empresa está lidando em ficar de fora da integração entre as plataformas de vendas e de anúncios patrocinados.

Escrever descrições de produtos com I.A.
Esse é o futuro! “Por favor, escreva a descrição do produto A para ser vendido na plataforma X, levando em consideração o conceito de nossa empresa que se encontra nesse link. Escreva de uma forma descontraída, jovem e moderna, quero que não pareça que foi escrito por uma I.A. Utilize todas as palavras chaves relevantes para esse tipo de produto, pois quero ter destaque perante meus concorrentes.” O prompt é esse! Também dá para fazer um prompt para gerenciar uma empresa: “Como gerenciar uma empresa de vendas em plataformas digitais? Elabore um planejamento de gestão para 1 pessoa que não sabe de nada”. Por que não ir além? Adquira um plano profissional de I.A. corporativa e não se preocupe mas em perder tempo com prompts, deixe que a I.A faça todo o seu trabalho enquanto você fica na piscina tomando isotônico. Brincadeiras a parte, a I.A. facilita bastante tarefas cotidianas, resta você avaliar a complexidade da atividade para ter que recorrer a esse recurso. “Por enquanto” ainda conseguímos escrever sem depender de ferramentas externas, nos textos concentramos conceitos do que acreditamos e da identidade visual do negócio. Essa é uma boa estratégia para empresas sem departamento criativo. Valorizar a autenticidade de projetos é reconhecer virtudes profissionais.

Enviar qualquer coisa para evitar cancelamento
É isso mesmo! Sabe aquele presente de última hora que você teve que comprar para seu primo no natal que veio errado? Mesmo consultando a empresa antes e perguntando a respeito do prazo? Provavelmente nem havia estoque do produto! Enviaram o que tinham para evitar qualquer interferência indesejada de uma “venda concluída”. Pode parecer um pouco radical, mas essa tática realmente faz sentido. Uma das maiores penalidades que a plataforma pode aplicar se diz respeito a cancelamentos, seja por falta de estoque ou por qualquer motivo que a responsabilidade seja especificamente da loja, um cancelamento mexe com todas as métricas negativamente. Perde-se posições elevadas nas buscas, perde-se um percentual do subsídio da plataforma no frete, sua reputação fica comprometida, campanhas patrocinadas são afetadas, enfim é catastrófico para a empresa. Trabalhando com um pós-venda direcionado e bem planejado do tipo, “envia um brinde junto”, se reclamarem “envia um brinde depois e escreve algo bonito”, é provável que essa estratégia traga sim resultados. Sacrifica-se um pouco da confiabilidade da empresa e pode parecer meio chato tratar o cliente como um tolo, mas com uma “boa estratégia de pós-venda” conseguímos conquistá-los de volta sem muito esforço.

Vamos parar por aqui! Fiquem ligados para mais conteúdos grátis com as técnicas mais avançadas no marketing digital. Em breve disponibilizaremos a segunda parte com mais dicas secretas para suas campanhas decolarem!


Essas estratégias são amplamente utilizadas e realmente “dão resultado”. Fica a reflexão do porquê de tudo isso funcionar. Não existem mais critérios de avaliação intelectual? Tudo o que realmente importa é o ato de comprar e vender? Será que as plataformas se beneficiam mais em um modelo de negócio bagunçado do que em um modelo organizado com padrões e critérios que beneficiam a experiência de usuário dentro dela mesma? Ou será que não tem ninguém analisando tudo isso? Parece ser mais fácil nivelar todo mundo para baixo e apenas faturar mais.